As aranhas comeriam todos os humanos em um ano

spider-30Uma pesquisa entomológica recente de casas da Carolina do Norte constatou que em todas as casa há aranhas. Há uma boa chance de pelo menos uma aranha está olhando para você agora, dimensionando-o de um canto escuro da sala, oito olhos brilhando nas sombras.

As aranhas comem principalmente insetos, embora algumas das espécies maiores tenham sido reconhecidas como comedoras de lagartos, aves e até mesmo pequenos mamíferos. Dada a sua abundância e a voracidade de seus apetites, dois biólogos europeus recentemente se perguntavam: “Se você comparasse toda a comida consumida pela população mundial de aranhas em um único ano, quanto seria?

Martin Nyffeler e Klaus Birkhofer publicaram suas estimativas na revista Science of Nature no início deste mês, e o número que chegaram é francamente chocante: as aranhas do mundo consomem entre 400 e 800 milhões de toneladas de presas em um ano. Isso significa que as aranhas comem pelo menos tanta carne quanto todos os 7 bilhões de seres humanos no planeta combinados.

Ou, para uma comparação um pouco mais perturbadora: a biomassa total de todos os seres humanos adultos na Terra é estimada em 287 milhões de toneladas. Mesmo que você adere a outras 70 milhões de toneladas para dar conta do peso das crianças, ainda não é igual à quantidade total de comida consumida pelas aranhas em um determinado ano, excedendo o peso total da humanidade. Em outras palavras, as aranhas poderiam comer todos nós e mesmo assim continuarem com fome.

Supernova

O que causa uma Supernova?

Uma supernova acontece quando há uma mudança no núcleo, ou centro, de uma estrela. Uma alteração pode ocorrer de duas maneiras diferentes, com ambos resultando em uma supernova.

difference-between-nova-supernova_23ff70f2433c7763O primeiro tipo de supernova acontece em sistemas binários de estrelas. Estrelas binárias são duas estrelas que orbitam o mesmo ponto. Uma das estrelas, uma anã branca de carbono-oxigênio , rouba a matéria de sua estrela companheira. Eventualmente, a anã branca acumula muita matéria. Ter muita matéria faz com que a estrela exploda, resultando em uma supernova.

O segundo tipo de supernova ocorre no final da vida de uma única estrela. À medida que a estrela se esgota de combustível nuclear, parte de sua massa flui para dentro de seu núcleo. Eventualmente, o núcleo é tão pesado que não pode suportar sua própria força gravitacional. O núcleo desmorona, o que resulta na explosão gigante de uma supernova. O sol é uma única estrela, mas não tem massa suficiente para se tornar uma supernova.

Por que os cientistas estudam supernovas?

crab_nebulaUma supernova queima por apenas um curto período de tempo, mas pode dizer aos cientistas muito sobre o universo.

Um tipo de supernova mostrou aos cientistas que vivemos em um universo em expansão, que está crescendo a um ritmo cada vez maior.

Os cientistas também determinaram que as supernovas desempenham um papel fundamental na distribuição de elementos em todo o universo. Quando a estrela explode, atira elementos e detritos para o espaço. Muitos dos elementos que encontramos aqui na Terra são feitos no núcleo das estrelas. Estes elementos viajam para formar novas estrelas e planetas.

Como os cientistas procuram Supernovas?

Cientistas usam diferentes tipos de telescópios para procurar e estudar supernovas. Alguns telescópios são usados para observar a luz visível da explosão. Outros registram dados dos raios-X e raios gama que também são produzidos. Tanto o telescópio espacial Hubble da NASA como o observatório Chandra X-ray capturaram imagens de supernovas.

Em junho de 2012, a NASA lançou o primeiro telescópio em órbita que focaliza a luz na região de alta energia do espectro eletromagnético. A missão NuSTAR tem um número de trabalhos a fazer. Ele vai procurar estrelas colapsadas e buracos negros. Também procurará pelos restos de supernovas. Os cientistas esperam aprender mais sobre como as estrelas explodem e os elementos que são criados por supernovas.

Supernovas

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Algumas supernovas

Adaptação e plasticidade fenotípica

O termo “seleção natural” foi aceito unanimemente pela comunidade científica já a muito tempo. Podemos então dizer, que os organismos evoluem conforme as variações do seu meio (temperatura, salinidade, PH, etc), e assim se adequando conforme essas variações, e os que não tiveram a capacidade de se adaptar se extinguem. Mas a questão é: como que os organismos se adaptam ao ambiente em que estão situados?

Para esta pergunta teremos duas respostas: adaptação genética e plasticidade fenotípica.


Adaptação genética

A adaptação genética é um conjunto de alterações herdadas nas características que favorecem a sobrevivência de uma espécie em um determinado ambiente. Os organismos se adaptam por conta da sua mutação genética.

Quando dizemos mutação genética, significa que todos os organismos, serão diferentes geneticamente, inclusive os de mesma espécie.

Por exemplo: um vírus ataca uma população de uma espécie de peixes. Muitos dos peixes daquela espécie poderão morrer por conta do vírus, mas alguns deles conseguirão criar imunidade sobre o vírus. Portanto, estes foram selecionados pela natureza como os peixes mais resistentes da espécie, e irão passar essa resistência para as próximas gerações do peixe, e sendo assim, podendo perpetuar sua espécie.

Podemos notar grandes diferenças dentro da mesma espécie. Vamos adotar características

Operários – Tarsila do Amaral

humanas, padrões dos povos indígenas, africanos e europeus.

Percebemos que logo de cara conseguimos imaginar cada um deles com grandes diferenças: Indígenas com pouca pelagem no corpo por conta do grande contato com a água, os africanos com tons de peles mais escuros por conta do grande contato com o sol, e os europeus com pelagem densa por conta do frio. Ou seja, as variações do local diferenciaram os seres humanos de regiões diferentes para se adequar ao seu meio vivente.


Plasticidade fenotípica

Plasticidade fenotípica é a capacidade de expressar características morfológicas, fisiológicas e/ou comportamentais, em resposta as condições ambientais, em um único fenótipo. É muito fácil associarem a plasticidade fenotípica a evolução, já que ela é dependente das condições ambientais. Já na visão tradicional, por um ambiente não ser um efeito genético ele não tem uma influência direta na mudança evolutiva. Porém, possui uma grande diferença de características, mesmo que limitada pelo o que o genótipo pode expressar.

Ou seja, um único genótipo é capaz de mudar características físicas,  químicas, fisiológicas e/ou morfológicas em resposta das variações ambientais,

 A evolução da plasticidade fenotípica adaptativa levou ao sucesso de organismos em novos habitats e potencialmente contribui para a diferenciação genética e especiação. Tomadas em conjunto, as respostas fenotípicas nas interações ambientais representam modificações que podem levar a mudanças recíprocas no tempo ecológico, padrões comunitários alterados e potencial evolutivo expandido das espécies.

Um tipo clássico de plasticidade fenotípica é o polifenismo, que consiste em  fenótipos descontínuos influenciados pelo ambiente. O da raposa do ártico, é um grande exemplo de polifenismo, onde sua plasticidade adaptativa consiste na mudança da pelagem dependendo das estações do ano. No verão, sua peagem fica acinzentada ou acastanhada, fazendo com que se camufle entre as rochas. E no inverno, sua pelagem muda para um branco muito claro, permitindo se camuflar na neve.


Coevolução entre espécies

A interação entre espécies  e plasticidade fenotípica, cada vez mais tem gerado interesse entre ecologistas. O estudo de fenótipos responsivos de um organismo para outro organismo, é definido como uma investigação de coevolução. Biologistas também possui uma curiosidade crescente neste assunto, porém nesse caso, não se trata da interação entre espécies, e sim, em um estudo de uma espécie levando em conta a variável da outra espécie.

No entanto, na natureza é bastante provável que os indivíduos interagentes estejam continuamente respondendo aos seus parceiros de interação de forma recíproca ao longo do tempo ecológico. Uma interação recíproca implica em uma resposta de “vai-e-vem em termos de mudança fenotípica entre os indivíduos.Um exemplo de coevolução é a interação predador-presa, onde o predador procura criar ferramentas para se especializar em caçar a presa, e a presa procura se especializar em não ser caçada. E por causa disso, cada vez que um deles cria uma nova maneira de se beneficiar, o outro também precisará criar novas maneiras de se favorecer.

Quando um herbívoro começa a se alimentar muito de uma determinada espécie de planta, e o herbívoro se procria mais e mais, e começa a se alimentar mais ainda da planta, até chegar num estado crítico, haverá apenas duas saídas para a planta, ou se extingue totalmente, ou por mutualismo, se especializa e perpetua sua espécie. Digamos que a planta se especializou em veneno. O herbívoro precisará de alguma outra forma de se alimentar, se adaptar de alguma forma, que supere os veneno de sua presa. Então o predador, ao longo do tempo, e muita seleção, se especializou em suportar o veneno em seu organismo. E assim por diante, onde cada um dos dois vão criando novas maneiras para se perpetuar. Muitas interações antagônicas ou mutualistas, incluindo aquelas que não são comportamentais, podem envolver fenótipos recíprocos.


Referências:

http://www.uel.br/pessoal/ambridi/Bioclimatologia_arquivos/AdaptacaoeAclimatacaoAnimal.pdf

https://ai2-s2-dfs.s3.amazonaws.com/50b1/e0b4ad8fa94b8231b3d83ccac2d6929d23d4.pdf

Tratamento de queimaduras com pele de tilápia. Será esse o tratamento do futuro?

Pesquisadores de Fortaleza em parceira com a Universidade Federal do Ceará, estão testando um novo tipo de tratamento de pele um tanto quanto excêntrico. Estão utilizando pele de tilápia nos tratamentos de queimaduras e feridas.

Este tratamento já passou pela fase pré-clínica dessa pesquisa. A conclusão que se fez através de cobaias, comparando com o tratamento de pomadas tradicionais e o tratamento com a pele da tilápia, mostraram que o tempo de cicatrização dessas feridas  pelo método da pele da tilápia é muito mais eficaz. Porque dessa forma, cobre-se a ferida, diminui a dor, previne contra infecções e previne a perda de líquidos (águas e eletrólitos) providos das áreas danificadas.

Caso a eficacia do método seja comprovada, trará alguns ganhos significativos. Não só no ponto de vista médico, como também no ponto de vista biológico, uma vez que a pele será descartado como lixo biológico, e não como lixo hospitalar.